Histórico
FUNDADA: 1926/RJ
FUNDADOR: Emílio Henrique Baumgart
LOCALIZAÇÃO: Av. do Contorno, 3513 - Santa Efigênia - BH
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Em 25/06/1889 nasceu na cidade de Blumenau/SC, o futuro engenheiro Emílio Henrique Baumgart. Graduou-se engenheiro civil na antiga Escola Politécnica do Rio de Janeiro, Largo São Francisco/RJ, atual Escola de Engenharia da UFRJ.
Estagiou e trabalhou na Firma L. Rielinger onde teve ocasião de projetar entre outras obras notáveis, a estrutura da Ponte Maurício Nassau, a primeira a ser construída no Recife/PE. |
Emílio Baumgart tornou-se um nome expressivo da primeira fase da arquitetura modernista brasileira, ficando conhecido como o "Pai do concreto armado".
Em 1926 fundou em sua residência em Botafogo, RJ, o Escritório Técnico Emílio H. Baumgart, que seria então a origem da SEEBLA - SERVIÇOS DE ENGENHARIA EMÍLIO BAUMGART LTDA., que, entretanto, só acolheu esse nome em 1943, após a morte de seu patrono, como uma homenagem póstuma de seus sucessores.
Obras importantíssimas foram projetadas por esse notável engenheiro, constando de seu volumoso acervo profissional trabalhos quase sempre de concepção inusitada e arrojada para a época e internacionalmente reconhecidos como tal.
Desse acervo algumas obras que constam da bibliografia especializada podem ser destacadas, várias delas admitidas como recordes internacionais :
· Ponte Emílio Baumgart sobre o Rio do Peixe, em Sta. Catarina, cujo processo construtivo é mundialmente considerado como o pioneiro das obras executadas em sistema de "balanços sucessivos", que após o advento do concreto protendido passou a ser largamente empregado.
· Ed. "A Noite", na Praça Mauá, Rio de Janeiro, na época o mais alto do mundo em estrutura de concreto armado.
· Viaduto Sta. Tereza em Belo Horizonte, obra pioneira em concreto armado.
· Cúpula do Cine Roxy, no Rio de Janeiro, com 36,2 m de diâmetro e apenas 7 cm de espessura.
· Edifício do Ministério de Educação e Saúde, no Rio de Janeiro , com emprego de solução inédita de lages "cogumelo"
· Ponte ferroviária sobre o Rio Paranaíba, no Triangulo Mineiro, em 2 arcos com 50m de vão cada.

A partir de 1943 a firma passou a ser dirigida pelos engenheiros que então trabalhavam no Escritório Técnico Emílio Baumgart, sendo seus novos proprietários os engos. Arthur Eugênio Jermann, Tércio de Souto Costa, Sérgio Marques de Souza, Adholfo Pedro Nieckele e Raul Milliet. Em 1952 os três últimos fundadores se retiraram, continuando os dois primeiros.
Sob a direção do engo. Jermann vários projetos de grande impacto foram realizados como a Catedral do Rio de Janeiro, com processo construtivo de concepção arrojada, Edifício Sede da Petrobrás, Edifício de Serviços do BNDES, Edifício da Caixa Econômica Federal, Edifício do BNH, todos localizados no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro. A firma na época de Emílio Baumgart já era muito solicitada por grandes Construtoras do Estado de Minas Gerais, particularmente para projetos de Obras de Arte para sua malha de rodovias, especialidade em que ocupava posição inigualável, face principalmente às soluções inéditas que concebia, aliando monumentalidade à economicidade.
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Além de Obras de Arte, várias obras urbanas de sua autoria fazem hoje parte do patrimônio histórico da cidade de Belo Horizonte como, por ex., as estruturas dos Clubes Atlético Mineiro e América (1928), o Cine Brasil (1930), o Ed. Acaiaca (1943), as Oficinas da EFCB no Horto Florestal (1943) alem do Viaduto Sta. Tereza e inúmeras outras.

Após sua morte, entretanto, a demanda por projetos originados dessa cidade cresceu enormemente a ponto de incentivar o engo. Jermann a nela instalar uma filial da empresa, o que ocorreu em 1956.
Numerosas obras foram então desenvolvidas pela filial, sempre mantendo as características de economicidade e originalidade herdadas de Emílio Baumgart e muito bem transmitidas aos colaboradores mais novos pelo seu mais destacado sucessor, engo, Arthur Eugenio Jermann.
Como exemplos talvez mais conhecidos dessa fase podem ser citados todos os prédios existentes na Praça Sete, excetuado o Ed. Júlia Guerra, o Estádio Mineirão (que contou com a participação dos engos. Ronaldo Bittencourt e Selem Hissa Filho sob o comando do engo. Gil César Moreira de Abreu) , todos os projetos civis para as unidades industriais e edificações da Refinaria Gabriel Passos em Betim e incontáveis projetos de edifícios residenciais e comerciais.

Em 1972 o Engo. Jermann houve por bem transferir as cotas da empresa a seus comandados engos. Jorge Degow e seus companheiros Floriano T. Moncorvo, Cláudio José Barruffinni, Jovelino M. M. Coelho, Ivan Maia de Freitas, Murilo Moutinho dos Reis e Waldemar F. Ribeiro, que, em pleno "boom" do chamado "milagre brasileiro", lograram expandir enormemente a empresa.
Tal expansão foi acompanhada por uma diversificação de atividades antes limitadas apenas a projetos estruturais, de tal forma que ao final da década de 70 a firma figurava entre as 10 maiores do setor, participando ativamente de grandes obras em todo o País e no Exterior a partir de sua Administração Central em Belo Horizonte.
Obras industriais como as Refinarias de Paulínia (SP), Araucária (PA), S. José dos Campos (SP) , Mataripe (BA), Fábricas de Cimento como Apiaí (SC), Ciminas (MG), Soeicom (MG), Cauê (MG), Estádios de Futebol como A. Silva (PI) J. Pessoa (PB), Campina Grande (PB), S. Luiz (MA), Obras Viárias como as do centro de Manaus (AM) e S. Luiz (MA), Obras de Saneamento como as ETEs Norte e Sul do Lago Paranoá (BSB), ETE do Arrudas (BH), Projeto Integrado de edifícios "inteligentes" como o ed. Sede da ELETROPAULO (SP), Obras no Exterior como Interceptores de Esgotos e Hospitais em Santiago do Chile, Obras Viárias Urbanas na Bolívia e Colômbia, são alguns exemplos da expansão e diversificação das atividades.

Contribuindo decisivamente para o desenvolvimento de Belo Horizonte e sua Região Metropolitana foram projetadas obras de grande impacto social como a Canalização do Ribeirão Arrudas, que solucionou o problema das enchentes do centro urbano, o Aeroporto Internacional de Confins (em consórcio), a Recuperação pós incêndio do Palácio das Artes e muitas outras.

A partir do ano 2000 a empresa passou por uma reformulação societária, tendo como atuais sócios os engos. Jorge Degow, Cláudio José Barruffinni, Jovelino M. M. Coelho Renato Travassos Martins e adv. Roberto Lobosque Neves.
Em agosto de 2008 elegeu a condição de sócios antigos profissionais como o Engenheiro Jorge Luiz Scurato Vicente, atual Diretor Comercial e Operacional e o Administrador Mauro José Caixeta atual Diretor Financeiro. Junto ao Diretor Superintendente, Engenheiro Cláudio José Barruffini e ao Engenheiro Jorge Degow, Consultor Permanente.
O quadro de Diretores foi complementado tambem nessa ocasião por outro antigo profissional o Economista Jorge Antônio Degow, Diretor de Sistemas e QSMS. |